
A entrada inicial — o valor que tem de ser pago do seu próprio bolso, sem recurso a crédito — é, para muitas famílias, o maior obstáculo à compra da primeira casa.
Quanto é preciso poupar
Os bancos financiam normalmente até 90% do valor de avaliação do imóvel (ou do preço de compra, se inferior) para habitação própria e permanente. Isto significa que, além dos 10% de entrada, é preciso ainda contar com:
- IMT e Imposto do Selo sobre a compra;
- Despesas de escritura, registo e eventual intermediário imobiliário;
- Comissões e despesas associadas ao próprio crédito.
No total, é prudente planear para ter disponíveis entre 15% a 20% do valor do imóvel.
Estratégias práticas de poupança
- Defina uma meta e um prazo realista — saber exatamente quanto e até quando torna a poupança mais consistente.
- Automatize a poupança — transferir automaticamente uma percentagem fixa do salário no início do mês reduz a tentação de gastar primeiro.
- Separe contas — manter o dinheiro destinado à entrada numa conta separada do uso diário evita confusões e gastos por engano.
- Reveja despesas recorrentes — subscrições, seguros e serviços pouco utilizados são frequentemente a forma mais simples de libertar margem de poupança.
- Considere produtos de poupança de baixo risco — para objetivos de médio prazo, produtos com capital garantido podem complementar a poupança em conta corrente.
Aproveite os apoios disponíveis
Para jovens até aos 35 anos, regimes como a Garantia Pública para Jovens podem reduzir significativamente a necessidade de entrada inicial. Fale com a nossa equipa para avaliar se reúne as condições de elegibilidade.